Tributo a Lô Borges emociona fãs e músicos em Santa Tereza

Despedida de Lô Borges emociona fãs em Santa Tereza com fila de músicos e tributo coletivo na esquina símbolo do Clube da Esquina.

Galeeera, vem que tem! Tá sentado? Então oh, deixa eu te contar: a despedida de Lô Borges virou um evento histórico em pleno coração sentimental de Belo Horizonte. A icônica esquina das ruas Divinópolis e Paraisópolis, no barro Santa Tereza, foi tomada por emoção, lágrimas e aplausos num tributo coletivo ao mestre do Clube da Esquina. Já no começo da noite, antes mesmo do primeiro acorde, era aquele clima de arrepiar até espinha: uma salva de palmas que mais parecia declaração de amor eterna ao músico que moldou a música brasileira dos anos 70. É isso mesmo, minha gente: o Brasil inteiro parou pra se despedir de um dos seus maiores gênios.

A cena era de arrepiar! À medida que a noite chegava, a multidão só crescia — e com ela, a emoção. Na parede, imagens do Lô sendo projetadas enquanto, lá do alto de uma janela, uma faixa estampava: “Celebramos a vida e a arte de Lô Borges”. E como celebraram!

Foi ali no berço sagrado da tradição musical mineira que essa lenda foi reverenciada com tudo que tinha direito: flores, velas, e, claro, muita música. A casa onde nasceu o Clube da Esquina virou altar. Não era show, era rito de passagem.

O palco improvisado viu uma verdadeira romaria de artistas. Olha só quem tava lá: Gabriel e Julia Guedes, Fred e Nico Borges (irmãos do Lô), Makely Ka, Pablo Castro, Bárbara Barcellos, Flávio Boca, Marcelo Dande, Daniel Godoy e Vito Mancini. E foi só o começo. Porque logo formou-se uma FILA de músicos querendo se apresentar em honra ao mestre! Uma cena que só mesmo Santa Tereza conseguiria parir.

E aí, quando “O Trem Azul” começou a tocar, segura esse coração. Veio “Clube da Esquina nº 2”, depois “Clube da Esquina”, com a galera cantando em coro aquele verso-punhal: “Neste clube, a gente sozinha se vê, pela última vez…” Ô lamento bonito, gente! Era lágrima, era saudade, era poesia na rua.

Na sequência, só hino: “Tudo o que você podia ser”, “Nuvem Cigana”, “Paisagem da Janela” e “Quem sabe isso quer dizer amor”. Muita gente cantando junto, abraçada, dividindo microfone, dividindo dor, dividindo esperança. Porque Lô Borges, mesmo indo, deixa um pedaço dele em cada acorde da gente.

O momento mais emocionante talvez tenha sido quando Marilton Borges, irmão do artista, tocou “Nenhum Mistério” de um jeito que só família sabe fazer. Nico Borges, outro irmão, recebeu abraços entre lágrimas e mais lágrimas. Era família, era povo, era Minas em estado puro.

A cereja do tributo foi a chegada de Toninho Horta – sim, ele mesmo, um dos grandes parceiros de jornada de Lô. A galera ficou em polvorosa. Toninho subiu ao palco por volta das 21h30 e trouxe aquele tempero que só quem viveu os bastidores do legado da MPB carrega nas mãos.

E olha que luxo: teve morador que abriu a porta da própria casa, puxou cadeira, serviu cafezinho e ficou ali, no alpendre, vivendo a história ao vivo. A BHTrans nem pensou duas vezes: bloqueou o trânsito, porque ali não passava nem pensamento sem licença poética.

O adeus oficial e a grande perda

Lô Borges nos deixou na noite de domingo, 2 de novembro, às 20h50. Foi vítima de uma falência múltipla de órgãos, depois de um período internado por causa de uma intoxicação medicamentosa. Estava em cuidados desde 17 de outubro. O artista deixa um filho, Luca Arroyo Borges, de 27 anos, e um legado desses de fazer qualquer um repensar a vida.

Nascido Salomão Borges Filho em 1952, o homem que virou mito cresceu em BH cercado de violões, esquinas e poesia. Foi ao lado de Milton Nascimento que deu forma ao icônico disco duplo “Clube da Esquina” em 1972 — marco irrefutável na história da música brasileira. “O Trem Azul”, “Cravo e Canela” e “Um Girassol da Cor do Seu Cabelo” são só algumas das pérolas que saíram dessa cabeça genial. É música que não envelhece nunca, bicho!

Velório aberto ao público no Palácio das Artes

Se você é de BH ou tá passando pela cidade, ainda dá tempo de viver esse momento-testeira. O velório público de Lô Borges vai acontecer terça-feira (4/11), das 9h às 15h, no Palácio das Artes, na região central de Belo Horizonte. Vai ser aquele misto de adeus, celebração e consternação. Uma despedida digna de rei — porque se tem alguém que merece, é esse cara!

Entre a cultura mineira e a saudade nacional, ficou claro que o tributo em Santa Tereza não foi apenas uma homenagem. Foi um capítulo à parte na nossa música. Uma noite em que toda uma geração de músicos mineiros, e não só, uniu-se para garantir que a memória de Lô Borges nunca seja silêncio.

Conclusão

Lô Borges partiu, mas o som dele vai ecoar eternamente pelas esquinas de Santa Tereza, nas entrelinhas da música brasileira e no coração de quem aprendeu a sentir através das suas canções. O legado da MPB está mais vivo do que nunca, embalado por versos que seguem servindo de trilha sonora para a vida de milhões. A despedida de Lô Borges foi histórica, intensa, inesquecível — e deixou claro: sua arte continua, pulsando a cada acorde.

Call to Action

Se você não tiver o coração congelado igual freezer de sorveteria velha, vai partilhar ESSA HOMENAGEM sim! Tá achando que o Lô merece menos? Minha filha, se não compartilhar, vão surgir 47 bandas cover de pagode norueguês na Praça da Liberdade cantando “Paisagem da Janela” com sotaque! Não deixa isso acontecer, né? Faz a tua parte, manda esse tributo pra geral, e ajuda o Brasil a lembrar de quem elevou nossa música ao nível dos deuses mineiros!

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