Rui Rezende Lobisomem Roque Santeiro: aos 87, o ator revela a vida no Retiro dos Artistas e a arte de envelhecer na televisão brasileira.
Rui Rezende, o Lobisomem da novela Roque Santeiro, é o primeiro entrevistado da série Envelhecer é uma arte, gravada no Retiro dos Artistas e disponível no YouTube do EXTRA. Aos 87 anos, ele destaca o prazer nas coisas simples como café, bons filmes e futebol, e reflete sobre a relação entre a fama e a profissão de ator, especialmente na televisão brasileira dos anos 80.
Ele se identifica com o Lobisomem por ser da roça e por ser alguém mais reservado, traços que, segundo ele, o afastaram de amizades profundas dentro da profissão. Hoje, com a maturidade, reconhece que poderia ter agido de forma diferente, mas valoriza que nunca se perdeu totalmente, mantendo o foco e evitando vícios que pudessem colocar em risco a trajetória no cinema e na televisão.
No Retiro dos Artistas, Rui descreve a convivência entre colegas da terceira idade, o valor da companhia e o pouco envolvimento em atividades, ainda assim com a alegria de fazer parte de um núcleo que preserva histórias. Em relação à ex-mulher Eva, ele mostra respeito e mantém uma amizade que reforça a ideia de que a vida pessoal pode acompanhar a carreira com maturidade e sem atritos públicos.
O entrevistado também comenta sobre o envelhecimento na indústria, a pouca escrita voltada para personagens idosos na televisão e como a experiência recente de participar de um longa baseado numa peça sua, intitulada Nós que nos queremos tão pouco, pode abrir novas portas para veteranos da teledramaturgia. A conversa traz lembranças da infância, episódios de rejeição e a persistente capacidade de se apaixonar, algo que moldou sua personalidade ao longo da vida.
Rui Rezende fecha o papo destacando a felicidade de envelhecer com dignidade, o orgulho da carreira e a serenidade que vem com o tempo. Ele reforça que a atuação sempre foi sua paixão e que a vida, com seus altos e baixos, continua sendo uma escola constante de humildade e aprendizado.
Conclusão: Rui Rezende revela uma visão serena sobre o envelhecimento, valorizando amizades verdadeiras, a simplicidade do dia a dia e a continuidade da arte ao longo da vida, mesmo depois dos holofotes.
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