Rui Rezende Lobisomem Roque Santeiro: legado ou solidão?

Rui Rezende, o Lobisomem de Roque Santeiro, comenta fama, envelhecimento e vida após a TV. Descubra tudo!

Rui Rezende, o ator que ficou célebre como o Lobisomem em Roque Santeiro, está na série Envelhecer é uma arte do EXTRA, gravada no Retiro dos Artistas. Hoje, aos 87 anos, ele revisita a trajetória que marcou a televisão brasileira nos anos 80 e reflete sobre o que mudou desde então. Nesta entrevista exclusiva, o público relembra Roque Santeiro e vê como o veterano encara a velhice, a leitura, a escrita e a vida depois da fama.

O Lobisomem fica gravado na memória do público, e Rui Rezende encara esse legado com naturalidade. Ele revela que o brilho da fama não o tirou do chão, mas mudou o modo como ele se relaciona com a arte e com a vida cotidiana.

É no Retiro dos Artistas, cenário da série, que ele abre espaço para refletir sobre o envelhecer ativo. Entre memórias de bastidores e a serenidade do cotidiano, o ator de 87 anos compartilha como lida com o tempo que não perdoa, sem perder a curiosidade pela vida.

Sobre a vida pública, ele diz que atravessou a curiosidade dos fãs sem se esconder. “Na época de Roque Santeiro eu pegava ônibus com o seriado estourando e entrava disfarçado para evitar buchicho”, comenta. A prática ajudou a manter um pé no chão e a relação com o público mais tranquila.

“Você fez amigos na profissão? Não fiz amigos. Fiz colegas.” Ele relembra que, na prática, acabou deixando de participar de muitos eventos. Hoje ele afirma que, se pudesse voltar, romperia essa barreira para ter amizades verdadeiras.

Entre acertos e erros, Rui Rezende admite que episódios tensos existiram, incluindo o uso de drogas, que ele evita com uma disciplina que considera essencial para não se perder na selva da fama. A experiência o ensinou a manter o eixo da própria vida.

Hoje, a leitura é uma âncora. “Tenho dois projetos”, ele diz, mas confessa que deixou de escrever por não ver retorno. Ainda assim, a leitura o inspira a buscar significado, e ele acredita que quem lê está sempre em busca de algo maior.

Sobre cinema, ele lembra o longa baseado numa peça sua, “Nós que nos queremos tão pouco”. A diretora Lisiane Cohen leu o material décadas depois, manteve a essência e convidou o ator para interpretar o pai das meninas, em condições de frio no Sul. O resultado foi motivo de orgulho para o veterano.

Na saúde, ele revela hábitos que o ajudaram a manter o equilíbrio: há 50 anos parou de comer carne vermelha, uma decisão que considera o melhor plano de saúde já feito. O tremor ocasional não o impede de acompanhar o mundo com o olhar ativo que sempre teve.

Sobre o futuro, ele diz não ter a ansiedade de antes. “Não tenho lágrimas fáceis”, brinca, e completa: se surgir convite, ele pensa. Hoje, dizem pouco para idosos no palco; ele encara com tranquilidade, mantendo a dignidade que o caracterizou.

O que ele guarda? Envelhecer é uma arte, afirma. A leitura, a solidão e a memória do público acompanham o veterano na vida cotidiana. Roque Santeiro continua vivo na TV e em Rui Rezende, que segue firme no Retiro.

Conclusão: O caminho de Rui Rezende mostra que a fama pode ser uma memória querida, mas o envelhecimento pode ser vivido com propósito, leitura e humildade. O legado de Roque Santeiro persiste na lembrança do público e na trajetória de um ator que soube manter sua identidade diante das mudanças da indústria.

Não vai compartilhar? Sério? Manda pra galera agora e garanta risadas na timeline. A fofoca sobre Rui Rezende merece alcançar quem ainda vibra com Roque Santeiro. Partilha já e bora espalhar esse babado!

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