Rui Rezende Lobisomem Roque Santeiro: fama, solidão e envelhecimento do ator em entrevista exclusiva.
Quando pensamos em Roque Santeiro, vem à mente o Lobisomem vivido por Rui Rezende. Nesta entrevista, o veterano ator, hoje com 87 anos, revela como a fama o acompanhou e como o tempo mexeu com ele. Rui Rezende Lobisomem Roque Santeiro não é apenas memória de novela: é uma janela para entender como gente de palco encara a passagem dos anos.
Ele relembra o papel como retrato de “bicho do mato”, e observa como Roque Santeiro dominava as casas brasileiras na época.
Ele conta como lidava com a fama: pegava ônibus disfarçado para não chamar atenção, e diz que nunca fez amizades verdadeiras, apenas colegas de profissão.
Apesar da solidão, ele afirma gostar de ter pessoas por perto no Retiro dos Artistas, onde reside, cercado de lembranças e histórias para contar.
Ele mantém bom relacionamento com a filha e a ex-mulher, chegando a ser cuidador dela após uma cirurgia, um detalhe escondido por quem o viu apenas como o Lobisomem.
Viajar ficou mais difícil com a idade, mas ele valoriza a leitura e a escrita, mesmo tendo pausado seus projetos literários por falta de interesse.
Recentemente, filmou um longa inspirado na sua peça Nós que nos queremos tão pouco, atuando como pai das meninas e mostrando que o palco ainda pulsa em novas gerações.
Sobre não escrever sobre si mesmo, ele admite a antipatia que algumas pessoas parecem ter por ele, e revela que prefere comer sozinho por conforto, devido a tremores nas mãos.
Na saúde, admite ter parado de comer carne vermelha há 50 anos e encara a morte com uma mistura de medo e aceitação, lembrando que tudo é passageiro.
Sobre o mundo atual, afirma que cada geração tem seu tempo e que a velhice ainda o surpreende, às vezes com a imagem refletida no espelho.
Apesar das dificuldades em sair sozinho pela cidade, ele não se diz infeliz e percebe que a idade trouxe resoluções para muitas questões, mantendo vivos sonhos para não morrer em vida.
- Carreira marcante, lembranças de bastidores e o peso da fama.
- Solidão e as relações familiares que se mantêm.
- Saúde, mudanças de hábitos e o confronto com a velhice.
- Projetos recentes e a continuidade da arte no retiro dos artistas.
Em resumo, Rui Rezende Lobisomem Roque Santeiro nos mostra a vida de um ator que carrega memórias poderosas, enfrenta o peso da idade e busca sentido na solidão que acompanha a fama. A entrevista revela como a fama pode soar como abrigo e prisão ao mesmo tempo, e como o Retiro dos Artistas funciona como refúgio onde se preserva a própria essência.
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