Rui Rezende, o Lobisomem de Roque Santeiro, reflete sobre envelhecer, fama e memória afetiva da teledramaturgia dos anos 80.
Quem diria que o rosto do Lobisomem ainda é tão vivo na lembrança do público? Nesta estreia da série Envelhecer é uma arte, o ator de 87 anos abre o jogo sobre como a idade muda a relação com a plateia, com o texto e com as próprias escolhas de vida. Rui Rezende, ligado ao sucesso de Roque Santeiro, comenta a jornada de décadas sob as luzes da televisão brasileira e as lições que carrega até hoje.
Ele descreve o Retiro dos Artistas como palco definitivo para observar o tempo, a solidão, e a transição de uma celebridade para a pessoa por trás do personagem. E, sim, ele continua lendo e escrevendo, mantendo vivo o fio que liga o passado ao presente da memória afetiva da televisão.
No bate-papo, Rui admite que não criou muitos amigos na profissão e que preferiu manter a distância para evitar o burburinho do dia a dia. Viajava de ônibus com o sucesso de Roque Santeiro estourando, tentando “passar desapercebido” no cantinho da cidade. A percepção do público, porém, persiste: as pessoas lembram do Lobisomem com afeto e assombro.
A fama veio cedo, e ele não se deixou encantar pela vitrine. Hoje, comenta que a solidão é parte da jornada e que o Retiro dos Artistas oferece um espaço para respirar longe das câmeras. O ator revela que prefere a leitura, e que está envolvido em projetos de escrita desde 2006, embora tenha parado por tempo, sempre rondando a ideia de uma autobiografia que ele não acredita que será publicada.
Sobre cinema e teatro, ele falou de uma obra baseada numa peça sua, hoje transformada em longa: Nós que nos queremos tão pouco, com o qual participou no Sul, em meio ao frio. O momento foi emocionante: ele atuou como pai das meninas, reforçando como o texto dele ainda pode influenciar a tela grande.
O tema da saúde apareceu: há 50 anos ele abandonou carne vermelha como plano de saúde; esse cuidado mostra que veteranos da televisão sabem que corpo e vida andam juntos. Mesmo com as dificuldades da idade, ele se sente em evolução, menos “bicho do mato” e mais observador do comportamento humano.
O relacionamento com familiares vem de uma nova configuração: ele mantém diálogo com a filha e a ex-mulher, agora como amigos. Além disso, ele afirma que o leitor frequente o ajudou a manter a mente ativa, transformando a leitura em um refúgio e fonte de novas histórias.
Ao olhar para o futuro, ele diz que não tem ansiedade por novos convites, mas se mantém aberto ao acaso de uma oportunidade que apareça. A mensagem central é simples: o passado faz parte, o presente ensina e o futuro pode surpreender, desde que haja curiosidade para continuar a escrever sua própria trajetória.
Resumo dos pontos principais: Rui Rezende, Lobisomem de Roque Santeiro, mostra que envelhecer é uma arte, que a fama deixa marcas, que a leitura abre portas para novas histórias e que o legado da teledramaturgia dos anos 80 permanece vivo pela memória do público.
Não fica por fora, galeeira! Vai, pega o celular e compartilha esse babado com as amigas que ainda lembram do Roque Santeiro. Partilha já, pra que a fofoca não morra sozinha no Retiro dos Artistas. Quanto mais gente ver, mais risos e suspiros rolarão na timeline!
