Rui Rezende entrevista Envelhecer é uma arte: fama e solidão

Rui Rezende entrevista Envelhecer é uma arte: descubra como o Lobisomem de Roque Santeiro encara a vida após a fama.

Rui Rezende entrevista Envelhecer é uma arte: nesta primeira edição da série, o ator de 87 anos abre o jogo sobre fama, envelhecimento e vida no Retiro dos Artistas. O papo revela como ele encara o próprio passado, o amor pela leitura e a serenidade que só quem viveu tanto tempo pode ter. Prepare-se para conhecer cada nuance de um ícone que continua a surpreender pelo olhar que carrega a memória da televisão brasileira.

O episódio, gravado no Retiro dos Artistas, mergulha na rotina de alguém que já foi década de audiência alta e hoje encontra prazer em coisas simples: um cafezinho, uma boa leitura e a observação do comportamento humano. “Tenho prazer em resistir. Ver um bom filme, um futebol” são respostas que revelam um homem que ainda sabe apreciar os pequenos rituais da vida.

Sobre a fama, Rui é direto: não se deixou encantar nem se fechou em guarda baixa. Ele relembra que pegava ônibus com o “Roque Santeiro” estourando, entrando disfarçado para não gerar buzina de curiosidade. “O espectador não compreende um ator da televisão sentado junto dele no ônibus”, confessa, mostrando que a humildade ainda faz parte de quem ele é hoje.

“Não fiz amigos. Fiz colegas.” A frase, simples, entrega muito sobre o jeito de navegar na indústria. Não é que ele tenha sido anti-social, mas a prioridade sempre foi o trabalho com profissionalismo e distância saudável. Hoje, ele olha para trás sem arrependimento, apenas com uma constatação de quem sabe que escolhas moldam caminhos.

  • Fama e vida cotidiana: o entrevistado demonstra que a reputação não o define, mas a memória que deixa.
  • Autenticidade: manter a própria essência mesmo diante de convites e pressões da indústria.
  • Rituais simples: café, leitura e observação do mundo como motor de satisfação.

O que te faz feliz hoje? “Sinto uma evolução em mim. Sou menos bicho do mato. A leitura ajudou muito.” Foi assim que ele abriu espaço para falar de hábitos que fortalecem a saúde mental e corporal. Entre os projetos de escrita que ainda fervilham dentro dele, não há pressa: Rui prefere a qualidade à velocidade, e o retorno de quem lê parece compensar qualquer atraso criativo.

Sobre a leitura e a escrita, ele revela dois projetos que começaram há anos e ainda não chegaram ao fim. Não escreve para impressionar ninguém, mas para encontrar, página a página, o próprio tempo. “Escreveria uma autobiografia? Seria muito pobre. Não gosto de escrever sobre mim.” Ainda assim, o processo criativo persiste, com a certeza de que a literatura continua a abrir portas para novos sentimentos e perspectivas.

O cinema também entra na conversa: ele atuou em um longa baseado numa peça sua e se emocionou com a continuidade de seus textos ganharem vida. “Pelo menos isso eu consegui”, afirma, orgulhoso de ter conseguido transformar ideias próprias em tela. Mesmo com as dificuldades da idade, Rui mantém o desejo de explorar novas histórias desde que haja respeito à sua experiência.

Ele encara a velhice sem medo, mas com realismo. “A idade chegou braba. Os aeroportos estão imensos.” A frase não é apenas uma curiosidade logística: ela traduz a nova fase em que tudo demanda planejamento, paciência e ajustes diários. Ainda assim, ele afirma que a saúde está estável, mencionando o compromisso de uma alimentação que evita carne vermelha há meio século como parte de um cuidado que funciona como um “plano de saúde” próprio.

Entre memórias de juventude e a vida presente, o ator reflete sobre amor, família e solidão. Ele relembra uma fase de relacionamentos intensos, reconhece as dores do passado e a busca por um equilíbrio que permita continuar criando. Não houve desejo de abandonar a arte, apenas a compreensão de que o mundo mudou e que o artista precisa se adaptar sem perder a essência.

Ao falar sobre o que o mundo atual está esquecendo, ele sugere que cada geração tem seu tempo e seus aprendizados. “O mundo do passado não era melhor, mas era o que tínhamos” é uma síntese de aceitação que aparece ao longo da entrevista. Envelhecer, para ele, é uma experiência que se aprende a cada dia, sem ilusões de eternidade.

Em suma, o retrato de Rui Rezende é o de alguém que vive a ideia de que Envelhecer é uma arte na qual a memória, a leitura e a proximidade de quem já atravessou muitos palcos proporcionam a serenidade necessária para continuar a caminhar com dignidade e humor.

Conclusão: Rui Rezende revela que envelhecer é uma arte que se aprende no dia a dia, com leitura, simplicidade e aceitação. O Lobisomem de Roque Santeiro mostra que a memória permanece viva quando o artista não abandona a sua essência.

CTA: Então, galeeira, curtiram o babado? Não fica tímida não: comenta aqui, marca as amigas e compartilha esse raio-x do que é viver com a idade na tela e fora dela. Vem rir, chorar e opinar, porque novela real é essa que a gente vive junto!

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