Rio Preto 174 anos é palco de uma homenagem em quadrinhos premiada; cartunista Walmir Orlandeli relembra a cidade em metamorfose urbana para a TV TEM.
É hora de conferir o bafão: o cartunista premiado com o Jabuti mergulha na memória para mostrar a cidade que respira mudanças. Orlandeli chegou de Bebedouro em 1980 e hoje traça, com humor e sensibilidade, a metamorfose de Rio Preto, cidade que parece ter vida própria a cada esquina.
Entre os cenários retratados, o Caldeirão do Diabo — apelido do Mário Alves Mendonça — surge como símbolo da memória da cidade. O primeiro estádio do América, na avenida América, Vila Diniz, é lembrado com carinho, assim como a passagem do jovem Pelé, logo após a Copa de 1958, que atraiu milhares de torcedores.
A tira também relembra a Rio Preto de outrora, quando as capivaras eram menos marcantes que as andorinhas colorindo o céu ao fim da tarde. O Homem-Andorinha, personagem clássico de histórias em quadrinhos de São José do Rio Preto, aparece como ponte entre passado e presente.
O formato é inusitado: uma tira horizontal, contada em um único painel que flui sem divisões entre quadros. No vídeo produzido pela TV TEM, Orlandeli narra a história com a voz dele, criando uma experiência visual contínua para celebrar o aniversário da cidade.
A influência do interior fica evidente na obra: Orlandeli preserva a memória dos antepassados, o folclore e a vida mais lenta do interior. O menino que cresceu lendo gibis sob a figueira centenária da praça da Silva Jardim ganha destaque no traço do artista, conectando Rio Preto 174 anos à sua própria biografia.
Parceria com Maurício de Sousa amplia o alcance: Chico Bento é relido sob a ótica interiorana. São três trabalhos: Arvorada (2017), Verdade (2022) e Viola (Panini, 2024). Em 2025, ele ficou entre os finalistas com Mais uma história para o velho Smith, fortalecendo o diálogo entre interior e HQs nacionais.
Rio Preto, com sua identidade regional, é celebrada como patrimônio vivo: cultura, memória e desenvolvimento urbano caminham juntos, numa narrativa que conecta o passado ao presente. A cobertura da TV TEM amplifica esse diálogo com o público, mantendo viva a memória coletiva da cidade.
Conclusão
Em síntese, a homenagem aos 174 anos de Rio Preto pelo Jabuti celebra a metamorfose urbana com sensibilidade, mantendo viva a memória do interior. Orlandeli transforma lembranças em quadrinhos que dialogam com o patrimônio histórico e a cultura local.
Call to Action
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