Fora dos holofotes, a fazenda do cantor e ator Almir Sater une agropecuária, cultura regional e cenário de Pantanal.
Em meio aos sertões do Centro-Oeste, a fazenda de Almir Sater surge como referência de quem busca produzir com alma de artista. A propriedade, perto de Maracaju, revela uma vida que mistura tradição, produção agropecuária integrada e uma presença constante na tela quando é escolhida como cenário de novelas. Nesta narrativa, vamos conhecer como esse espaço agro-sustentável celebra o Pantanal, integra lavoura e pecuária e mantém vivo o espírito da música e da televisão brasileira.
A propriedade, com cerca de 2.000 hectares, aposta na integração lavoura-pecuária ILP, combinando cultivo e manejo de gado para reduzir impactos. O rebanho soma cerca de 500 cabeças de Senepol, raça reconhecida pela adaptabilidade ao clima tropical e pela eficiência de produção. Esse modelo sustenta manejo responsável das terras e inspira uma gestão mais consciente do território.
Além da atividade agropecuária, a fazenda ganhou projeção ao servir como cenário do remake da novela Pantanal, exibida pela Globo. A paisagem natural e a proximidade com o bioma Pantanal contribuíram para ambientar a trama, trazendo imagens que dialogam com a cultura rural de todo o país.
Almir Sater construiu um legado na música, TV e cinema. Entre violas, raízes caipiras e influências do folk e do blues, ele criou canções que entraram para a memória coletiva, como Tocando em Frente. Sua presença em Pantanal (1990) e no remake recente reforça a ligação entre a carreira artística e o universo pantaneiro.
Gabriel Sater, filho de Almir com Selene Albuquerque, seguiu os passos do pai. Instrumentista, cantor e ator, ele já lançou álbuns e participou de filmes. Em 2025, pai e filho anunciaram a turnê ‘Pai e Filho’, que celebra a viola e a sua tradição, com shows no Brasil e nos EUA.
Do ponto de vista público, a fazenda também se conecta a políticas públicas para o desenvolvimento rural: crédito rural para produção integrada, turismo rural como motor de desenvolvimento regional e fomento à indústria audiovisual brasileira por meio de incentivos à produção regional. A proximidade com o Pantanal também estimula debates sobre proteção ambiental, governança de terras e fiscalização responsável.
Conservação e legislação do Pantanal exigem práticas de manejo que minimizem impactos e promovam equilíbrio entre produção e preservação. A combinação de produção integrada com turismo e cultura regional pode servir como modelo para políticas públicas que alavanquem o setor rural sem comprometer ecossistemas sensíveis.
Conclusão: a fazenda de Almir Sater exemplifica como tradição, inovação e respeito ao Pantanal podem caminhar juntos. A integração ILP, a aposta na raça Senepol e a ligação com a cultura regional ajudam a promover sustentabilidade, turismo e continuidade da referência artística familiar no campo e na música.
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