Lobisomem de Roque Santeiro: Rui Rezende revela solidão

Lobisomem de Roque Santeiro: Rui Rezende revela fama, envelhecimento e arte de viver, em entrevista exclusiva.

Você já ouviu falar do Lobisomem de Roque Santeiro? Rui Rezende, aos 87 anos, mergulha na própria história para falar sobre a fama, o envelhecimento e a arte de seguir criando. Nesta entrevista, ele revela como era viver sob os holofotes, o que mudou com o tempo e como mantém a mente ativa em uma carreira marcada pela memória afetiva do público.

O que te dá prazer hoje? Ele diz que ainda encontra prazer em coisas simples: tomar o cafezinho, observar o comportamento humano e curtir um bom filme ou uma partida de futebol. A rotina suave, dizem, é o segredo para continuar ativo sem perder a própria essência.

E novela? Acompanha? Hoje não sabe o que está no ar e não considera mais a televisão a sua praia. Na época de Roque Santeiro, ele era o polo que unia o bairro inteiro em frente à TV, mas o tempo mudou o cenário e o artista também.

Até hoje as pessoas lembram do seu personagem? Sim, as lembranças o surpreendem. O Lobisomem de Roque Santeiro ficou gravado na memória do público, que o reconhece com saudade na rua. Para ele, aquilo era ser de verdade: ele era o lobisomem.

Como você lidava com a fama? Ele diz que não se encastelou. Pegava ônibus com Roque Santeiro estourando para evitar buchicho e respeitava o espaço do público, porque o espectador não entende um ator sentado ao lado dele no ônibus.

Você fez amigos na profissão? Não fez amizades profundas, apenas colegas. Preferia manter certa distância para não se deixar levar por convites vazios.

Você se arrepende disso? Não é arrependimento, é constatação. Era a sua natureza. Hoje, se pudesse voltar, romperia mais cedo essa barreira para viver de forma mais plena.

Quais foram os acertos? Não se deixou perder totalmente. Evitou caminhos perigosos, como drogas, e reconhece que esse cuidado foi crucial para seguir em frente.

Você gosta da solidão? No Retiro ele participa pouco, mas aprecia ter pessoas em volta. A solidão tem seu tempo, mas a convivência também alimenta.

Você mantém contato com sua filha e ex‑mulher? Mantém relação de amizade e apoio. A vida pediu um rito de passagem que transformou amor em companheirismo, cuidado mútuo e respeito.

Viajar ficou mais difícil? A idade traz mudanças. Os aeroportos são grandes demais, as caminhadas pesadas demais, mas ele continua encontrando formas de se manter ativo dentro das limitações.

O que te faz feliz hoje? Ver evolução em si mesmo. A leitura é aliada, a tranquilidade apareceu e a vontade de aprender continua firme. Ele admite que amadurecer foi uma arte que aprendeu na própria vida.

Você gosta de ler e escrever? Tem dois projetos de escrita, iniciados há anos, mas parados por ausência de leitura para se justificar. Apesar disso, não falta leitura: ele lê para se manter vivo, para entender o mundo e para inspirar a própria combinação de memória e imaginação.

Recentemente, você filmou um longa baseado numa peça sua? Sim. Um roteiro gaúcho, Lisiane Cohen, adaptou o texto dele para cinema. O filme, cujo título manteve a essência, o coloca no papel do pai das meninas, em um projeto que o deixou lisonjeado.

Você escreveria uma autobiografia? Seria muito pobre. Não gosta de escrever sobre si mesmo, mas admite que a memória é uma ferramenta poderosa para entender o que foi vivido.

Você se vê como antipático? Muitas pessoas veem, mas ele garante que é apenas fiel à sua natureza. Sempre foi direto, sem perder a própria essência.

Você prefere comer sozinho? Prefere a própria companhia em certos momentos, justificando-se pela comodidade e pela possibilidade de manter o foco na própria rotina, sem abrir mão da privacidade.

Você usa a palavra “cela”? Brinca que a cela é uma brincadeira, já que o ator gosta de plateia. A ideia é manter o espírito de quem encara o palco mesmo longe dele.

O que ainda gostaria de fazer? Não há pressa nem ansiedade. Se surgir um convite, ele considera, mas reconhece que hoje a escrita para idosos não é tão fluida quanto antes. O foco é manter-se relevante sem exigir demais de si.

O que te faz chorar? Muitas cenas da televisão ainda o emocionam. Ele admite ser sensível e pronto para se emocionar com histórias que tocam o coração.

Como está a saúde? Está bem. Há 50 anos ele parou de comer carne vermelha, o que considerou um excelente “plano de saúde”.

Acha que as pessoas têm medo demais da morte? Ele acredita que o medo da morte atrapalha a vida plena. Dizer que não se tem medo é difícil, mas ele tenta encarar a finitude com serenidade.

Você acredita em sorte ou em escolhas? Acredita que o acaso e as escolhas certas se cruzam. Estar no lugar certo, na hora certa, pode mudar tudo. Roque Santeiro quase não aconteceu por um simples desencontro de comunicação.

Você mantém contato com colegas daquela época? Não muito. A vida seguiu caminhos diferentes, e as visitas são raras. Mas ele valoriza o que foi construído com seus pares naquela década.

O que o mundo atual está esquecendo? Cada geração acha que o passado era melhor. Ele evita julgamentos absolutos, reconhecendo que cada era tem seus dilemas e suas próprias vitórias.

O que é envelhecer para você? Não sabe explicar. Está dentro da velhice e, às vezes, encara o espelho com surpresa. A rejeição antiga à própria imagem ainda permeia, mas já não guia a vida como antes.

Sofreu muito por amor? Sim, foi patinho feio por muito tempo, mas seguiu em frente, buscando um ideal que talvez fosse impossível de alcançar.

Hoje, quando sai do Retiro, o que costuma fazer? Faz compras, reforça a alimentação. Já não consegue percorrer a cidade como antes, mas continua ativo de outras formas, mantendo a saúde e a memória em dia.

Você se considera feliz? A resposta é sim, com ressalvas. A idade trouxe tranquilidade, resolução de questões antigas e a certeza de seguir sonhando sem morrer em vida.

Conclusão: Rui Rezende mostra que envelhecer na arte é um processo de equilíbrio entre memória, reflexão e continuidade criativa. O Lobisomem de Roque Santeiro permanece vivo na lembrança do público e na coragem de seguir explorando novos caminhos, mesmo depois de décadas sob os holofotes.

Call to Action: Agora é com você, galeeera! Compartilha esse babado com as amigas e com a comunidade, porque fofoca boa precisa circular. Se não espalhar, dizem as aves da fofoca que o Lobisomem de Roque Santeiro pode ficar preso no Retiro dos Artistas esperando o próximo episódio — vamos evitar esse desastre de timeline, né? Vai lá e manda a vibe pra geral!

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