Lázaro Ramos questiona segurança após 120 mortes no RJ

Após megaoperação no RJ, Lázaro Ramos reage nas redes e questiona a ideia de segurança pública: “corpos, medo e escolas vazias”.

Galeraaa, segura esse babado que o clima tá PESADO no Rio e nas redes! Depois da mais sangrenta megaoperação policial no estado, que deixou mais de 120 mortos, o ator Lázaro Ramos não ficou calado e soltou o verbo nas redes sociais. Com um post poderoso no Instagram, ele questionou o conceito de segurança pública no Rio de Janeiro e fez geral refletir: “Quando milhares acordam com medo de morrer, isso é segurança ou o oposto dela?”. A fala veio como tapa de realidade em meio à enxurrada de críticas à atuação do governo e às consequências brutais nas comunidades atingidas.

Lázaro Ramos e a denúncia nas redes sociais

O astro baiano, sempre afiado quando o assunto é justiça social, viralizou ao jogar luz sobre as cenas de horror que tomaram conta da cidade maravilhosa nos últimos dias. No seu Instagram, Lázaro descreveu:

“Corpos enfileirados numa praça, mães tentando identificar filhos, crianças que não puderam ir à escola, trabalhadores impedidos de chegar em casa.”

A publicação aconteceu dias após a megaoperação policial no Rio que deixou um saldo de sangue e desespero. Lázaro levantou uma dúvida que incomoda até os muros do Palácio Guanabara: “O que é segurança pública?”.

Mais de 120 mortes em nome da segurança?

Não dá pra ignorar: a ação recebeu críticas pesadíssimas de entidades de direitos humanos e associações civis. São mais de 120 mortes em operação no RJ — uma das mais letais da história do Brasil. O foco, segundo a polícia, era o combate ao crime organizado. Mas e o preço?

Moradores relataram helicópteros atirando do alto, tiroteios contínuos nas madrugadas e até corpos deixados nas ruas. O cenário é de guerra. E a indignação subiu à flor da pele entre artistas, ativistas e a população em geral.

Lázaro X Governo do RJ: provocação certeira

Ao cutucar a ferida exposta da política de segurança pública no Brasil, especialmente aquela implementada no estado fluminense, Lázaro não deu nomes… mas deu o recado certeiro. Seu texto sugere que existe uma confusão entre segurança e opressão.

A atuação do governo do RJ, sob comando de autoridades amplamente criticadas, foi duramente colocada em cheque pela fala do ator. Ele expôs que não dá para aceitar o medo como normalidade, nem operações como forma de pacificação. A pergunta que ele deixou no ar reverberou nas redes: “Quando a normalidade é o terror, somos mesmo uma sociedade segura?”

Reações fervendo: artistas, redes e movimento nas ruas

A reação de artistas à violência policial foi imediata. Figurinhas conhecidas como Taís Araújo, Emicida, Samantha Schmütz e Criolo não economizaram nos posts e reposts da publicação do marido da Taís.

As redes sociais foram tomadas por hashtags como #IssoNãoÉSegurança e #RioEmLuto. Enquanto isso, coletivos e ONGs de moradores organizam passeatas e protestos para o fim da violência policial no Brasil.

E não é de hoje que a crítica ecoa: especialistas afirmam que essa abordagem punitivista da segurança pública gera mais medo do que solução. E quem sente na pele são as comunidades mais vulnerabilizadas, constantemente usadas como terreno de guerra.

E o povo? Entre o medo e a indignação

No chão da favela, o clima é de revolta completa. Muitas famílias não conseguem enterrar seus mortos por falta de identificação. Escolas e postos de saúde fechados, ônibus sem circular… é a vida interrompida pela bala do Estado.

Cadê o plano de segurança que protege e não aponta armas para alunos a caminho das aulas? Onde está a política que entende que direitos humanos em operações policiais são o mínimo de decência em qualquer país democrático?

A palavra foi dita: isso não é segurança

O grito de Lázaro Ramos foi claro e direto: segurança não é farda andando com fuzil, nem helicóptero-atirador sobre uma escola. Segurança é aquilo que permite viver, estudar, trabalhar e dormir tranquilo em qualquer lugar da cidade.

Numa sociedade que ainda mede a eficiência da polícia pelo número de cadáveres, fica o eco da provocação: até quando vai valer o silêncio?

Conclusão

Lázaro Ramos deu o tom e o povo seguiu: não vamos normalizar chacinas como políticas públicas. A segurança no Rio de Janeiro precisa ser redesenhada, com base no respeito e na vida. A megaoperação policial no RJ virou retrato de um sistema que falha em proteger e que insiste em combater pobreza com morte.

A pergunta mais temida foi feita, e agora ela exige respostas. Segue o jogo, mas com olhos abertos e vozes ativas.

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