Fechamento da Rádio Eldorado: protestos por gestão

Meta Descrição Otimizada: Fechamento da Rádio Eldorado mobiliza ouvintes na Paulista; leia depoimentos, mobilização e próximos passos.

Cerca de 400 pessoas se reuniram na manhã deste domingo em frente ao vão livre do Masp para protestar contra o Fechamento da Rádio Eldorado, previsto para 15 de maio. A audiência, ligada há quase 70 anos, mostrou vínculo afetivo com a emissora em uma mobilização sob chuva fina. Cartazes, megafones e falas de ouvintes destacaram a importância pedagógica e cultural da Eldorado.

A Eldorado, pertencente ao grupo Estado, operava em frequência educativa em parceria com a Fundação Brasil 2000. Segundo nota oficial, a mudança no modelo de consumo de áudio inviabiliza a operação. A faixa 107.3 FM passará a ser operada pela Band, o que deve provocar desligamentos de cerca de 60 profissionais.

A organizadora Paula Lima, atriz e criadora de um abaixo-assinado online, ressaltou que a repercussão online já soma milhares de mensagens e que há outras petições com números expressivos. “A rádio dos melhores ouvintes é nossa”, disse, destacando que Eldorado é um bem imaterial e uma referência pedagógica. Ela evocou a memória da emissora como parte da educação cultural.

O vereador Eduardo Suplicy também participou, enfatizando a liberdade de expressão, a memória musical e a defesa de um modelo de gestão comunitária sem fins lucrativos. Segundo ele, a mobilização pode inspirar políticas públicas que preservem rádios culturais independentes.

Locutores como Leandro Cacossi, Felipe Tellis, André Góis e Baba Vacaro compuseram o encontro, reforçando a importância da curadoria musical e da autonomia editorial. “Onde mais iam me deixar atender o telefone e falar com as pessoas sem filtro?”, comentou Vacaro, lembrando programas de liberdade criativa na Eldorado.

Relatos de ouvintes, como o de Eliana Mariani, destacaram o impacto humano da Eldorado: a rádio foi companhia durante a pandemia e o tratamento de saúde, proporcionando acolhimento e diálogo. Grupos de WhatsApp com dezenas de participantes ajudam a organizar encontros e manter o mosaico de vozes da emissora vivo na comunidade.

Além da defesa da memória cultural, a mobilização mobilizou debates sobre autonomia na radiodifusão, participação cidadã na gestão de rádios e sustentabilidade financeira de emissoras educativas. A história da Eldorado é citada como exemplo de serviço público de rádio, educação pela comunicação e engajamento cívico.

Em resumo, o Fechamento da Rádio Eldorado acendeu uma discussão sobre memória, qualidade musical e liberdade de expressão na radiodifusão brasileira. A participação da comunidade evidencia a força de rádios educativas frente aos desafios do consumo digital e da regulação. Ações coletivas e propostas de gestão comunitária aparecem como caminhos para manter espaços culturais independentes no ar.

E agora, bora fazer barulho! Compartilha esse babado com as amigas e venha comentar: você também sente a falta da Eldorado na sua rotina? Não deixe a discussão esfriar, manda ver na partilha e chama a comunidade!

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