Estereótipos na TV: Xamã e a repetição de papéis criminais

O ator Xamã repete papéis de criminoso em novelas e séries, refletindo estereótipos na representação negra na TV. Exagera, indústria! Bora mudar esse script?

Galeeera, vem que tem! Tá sentado? Pois se ajeita porque o babado é forte e sobrou até pra telinha! A cada nova produção, a pergunta que não quer calar ecoa nos corredores da dramaturgia brasileira: até quando a televisão vai insistir em reforçar os estereótipos na representação negra na TV?

A estrela da vez é Xamã, rapper que virou ator queridinho das telonas… mas só se for pra aparecer de bandido! Pior: esse padrão está cada vez mais gritante e escancarado. São novelas, séries e tudo mais colocando o homem preto no mesmo papel de sempre. Chega junto que a gente vai te mostrar essa repetição perigosíssima!

Do palco ao crime: Xamã preso num labirinto de personagens violentos

Vamos de timeline do caos? Em Renascer, remake da Globo, Xamã surgiu como Damião, um matador de aluguel. Repara: a estreia do cantor como ator na TV e já foi no time da violência. A coisa só escalou!

Logo depois, na série Justiça 2, seu personagem, Naldinho, era chefe de facção, envolvido no tráfico e ainda foi responsável por arrastar Milena (Nanda Costa) pro crime. Já viu esse filme antes, não é?

Aí segura esse combo: em plena mesma semana, o homem aparece na novela das 21h Três Graças, como Bagdá, chefão do tráfico, e também na série da Netflix Os Donos do Jogo, como o bicheiro Búfalo, inspirado em Bernardo Belo. Dois criminosos, dois canais diferentes, uma só mensagem subliminar: homem negro igual perigo.

Estereótipos raciais em produções televisivas: até quando?

É aí que mora o perigo, minha gente! Quando a gente acha que avançou na diversidade na teledramaturgia brasileira, a indústria cultural escorrega no mesmo clichê: personagem negro precisa ser marginal? Precisa ser ameaça?

O mais revoltante é que Xamã mostra carisma, profundidade, intensidade. Mas ao invés de explorar essas camadas num protagonista heróico, num pai de família ou num médico de novela das 9, toma-lhe mais bandido!

Isso não tem nada de caso isolado. Essa repetição fomenta o racismo estrutural na mídia. Um ciclo que associa personagens negros na mídia ao crime. E isso ecoa forte no imaginário popular.

Representação negra nas novelas: cadê a inovação, Brasil?

Ô roteiristas, vamos de pauta pro brainstorm? Olha quanta história linda podia ser contada com o Xamã:

  • Um professor inspirador numa escola pública da periferia (sem ser ameaçado pela facção!)
  • Um chef de cozinha disputando espaço num reality gourmet
  • Um empreendedor fodástico que venceu na marra com seu microempreendimento
  • Ou até um diplomata envolvido numa trama política internacional

Mas não! A galera escolhe o caminho da preguiça: vai de bandido mesmo! E dessa teia, nem os melhores talentos escapam. Alô, inclusão racial na ficção televisiva, pode entrar, querida, estamos te esperando desde os anos 90!

Indústria cultural e racismo estrutural: até Xamã sente o peso

Ninguém tá dizendo que o trabalho dele é ruim. Pelo contrário! Xamã entrega tudo, com brilho nos olhos e muita presença de tela. Mas por que a televisão só vê um tipo de grandeza nele? A grandeza do crime?

Esse estigma social na TV brasileira já tá mais do que surrado. Não dá pra exigir que os atores negros sejam versáteis se só dão oportunidades rasas e repetitivas. Isso é casting preguiçoso e reforço de um sistema desigual!

Conclusão

É isso, meu povo: Xamã virou retrato do velho roteiro cansado da TV, onde personagens negros só existem entre armas, drogas e grades. Isso diz muito mais sobre a teledramaturgia do que sobre o talento dele. Tá mais do que na hora de abrir novas portas e reescrever esse script vergonhoso!

Partilha logo esse post que se mais três amigas lerem essa denúncia, um roteirista vai largar o clichê e criar um personagem negro que não termina preso ou morto! Vamos salvar a próxima novela e fazer história!

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