Erika Hilton pede suspensão do Programa do Ratinho por 30 dias; Ministério das Comunicações analisa o caso após declarações consideradas transfóbicas.
Ela, deputada federal, protagoniza o babado com a afirmação de que o espaço jornalístico precisa de responsabilização quando o discurso de ódio ou discriminação aparece ao vivo. Erika Hilton pede suspensão do Programa do Ratinho para que a emissora reveja o formato e as falas que provocaram a polêmica, elevando a discussão sobre o tratamento de identidades trans na TV brasileira.
A deputada protocolou uma representação junto ao Ministério das Comunicações, solicitando a suspensão do Programa do Ratinho por 30 dias, alegando que o apresentador cometeu crime ao vivo na edição recente. O objetivo é manter padrões de responsabilidade na TV aberta.
Em resposta, a assessoria de Ratinho disse que não comenta casos judiciais; o SBT afirmou que as falas não representam a emissora e que analisa o caso com cautela, sem preliminares.
No discurso, Ratinho declarou que Erika Hilton não seria digna do cargo por não ser mulher, afirmando: “Tem tanta muié, por que vai dar para uma trans? Ela não é mulher, ela é trans. Não tenho nada contra trans, mas tem outras mulheres, mulheres mesmo…” Em seguida, completou que a comissão deveria ser presidida por uma mulher não trans. Ele também mencionou que respeita pessoas com “comportamento diferente”, mas manteve um tom crítico sobre a identidade de gênero.
O apresentador citou Pabllo Vittar, cantora e drag queen, questionando se Erika Hilton realmente compreendia os “problemas e desafios femininos”. Embora tenha dito que não houve ataque pessoal, o tom foi de descontentamento com o que chamou de exagero comunicativo, sugerindo que o debate está sendo levado ao limite.
No ofício, obtido pela coluna, Erika Hilton reforça que o episódio precisa ser respondido com vigor, destacando que as falas transcendem a crítica política e atingem a identidade de gênero da parlamentar. O ministério confirmou o recebimento da representação administrativa e afirmou que analisa o caso, enquanto o SBT afirmou que não comunga da mesma visão do apresentador.
Historicamente, episódios como este reacendem o debate sobre regulação da mídia no Brasil, bem como sobre os direitos das pessoas trans na mídia. O caso é lembrado também por referências a regulações anteriores, mostrando o peso das vozes públicas na definição de limites entre liberdade de expressão e respeito à dignidade humana.
Conclusão: a situação evidencia uma tensão entre discurso público, responsabilidade editorial e proteção de identidades marginalizadas. A decisão final dependerá da avaliação institucional do Ministério das Comunicações e do possível desfecho jurídico, com o SBT sob pressão para esclarecer sua posição.
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