Despedida de Lô Borges: Tributo do Clube da Esquina emociona BH

Multidão emocionada lota Santa Tereza para a despedida de Lô Borges, em homenagem tocante ao legado do Clube da Esquina

Galeeera, vem que tem! Tá sentado? Então oh, deixa eu te contar: a despedida de Lô Borges em Santa Tereza foi de arrepiar até o último fio do cabelo. Música, comoção, abraços e lágrimas rolaram no tributo que parou o bairro mais musical de Belo Horizonte nesta segunda-feira. Com ares de ritual e um misto de reverência e amor, artistas e fãs se aglomeraram no icônico cruzamento das ruas Divinópolis com Paraisópolis para celebrar um dos maiores nomes da MPB clássica. Fica por aqui que o babado tá forte!

Santa Tereza se transforma em altar para Lô Borges

Antes mesmo das primeiras notas, o público já vinha ensaiando o refrão da saudade. Uma salva de palmas deu início à cerimônia de despedida cultural que tomou conta de Santa Tereza. O bairro, berço do lendário Clube da Esquina, se vestiu de luto e música para homenagear o gênio mineiro.

Na parede do casarão simbólico da cena musical de BH, fotos de Lô eram projetadas em looping, criando um clima de emoção e gratidão. Aos pés do sobrado, um “altar” com flores, velas e cartaz saudando sua memória tentava — sem sucesso — conter a onda de sentimentos que invadiu a cidade.

Fila de músicos? Sim! Até artista teve que esperar lugar no palco

Gente, foi tanta gente querendo homenagear que rolou fila de artistas com instrumentos na mão. Sim, senhor! Era violão pra cá, flauta pra lá… todo mundo pronto pra cantar seus últimos versos em nome do Lô.

No meio da noite, o público já entoava clássicos como:

  • O Trem Azul
  • Clube da Esquina nº 2
  • Tudo O Que Você Podia Ser
  • Nuvem Cigana
  • Paisagem da Janela
  • Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor

A vibe? TOTAL clima de comunhão. Muitos músicos dividiam microfones como se estivessem no sofá da casa do próprio Lô. Teve abraço apertado, olho marejado e voz embargada. Ninguém ficou indiferente.

Irmãos Borges, Milton e a emoção em cada acorde

Marilton Borges — irmão de Lô e membro da linhagem real da música mineira — emocionou geral ao tocar “Nenhum Mistério”. Já Nico Borges, também irmão do mestre, não segurou a emoção e recebeu apoio imediato de quem estava por perto.

Por volta das 21h30, outro capítulo da história se fez presente. Toninho Horta, ícone do Clube da Esquina e parceiro de mil e uma melodias, chegou trazendo ainda mais peso emocional ao tributo musical em BH.

Ah, e sabe o que mais? Teve vizinho que abriu a porta de casa pra assistir! Rolou até feirinha informal e intervenção urbana. O clima era de festival em tributo… mas com o coração na mão.

Lô Borges: uma vida dedicada à arte e emoção

Salomão Borges Filho, nosso eterno Lô Borges, partiu na noite de domingo (2/11) aos 72 anos, em decorrência de falência múltipla de órgãos. A notícia deixou a cena musical brasileira de luto. Internado desde 17 de outubro, o cantor e compositor não resistiu após um quadro de intoxicação medicamentosa.

Lô deixa um filho, Luca Arroyo Borges, de 27 anos, e uma legião de admiradores com o coração apertado. Em parceria com Milton Nascimento, nos presenteou com o icônico álbum “Clube da Esquina” em 1972. Uma verdadeira bíblia encharcada de poesia e sonoridade que moldaria para sempre os rumos da música brasileira anos 70.

Velório público no Palácio das Artes

Se você quer prestar as últimas homenagens, se liga: o velório de Lô Borges acontece na terça-feira (4/11), das 9h às 15h, no Palácio das Artes, no centro de BH. Não precisa convite, viu? A família abriu o velório ao público pra todo mundo que quiser dar aquele adeus de alma.

O Clube da Esquina: o maior legado da cultura mineira

Mais que um movimento, o Clube da Esquina é emoção ancestral. É som e sentimento encapsulados pelas ruas de Santa Tereza, onde Lô, Milton, Toninho e tantos outros fizeram história — e estilhaçaram os limites da MPB com um estilo que desafiava rótulos.

As faixas “Um Girassol da Cor do Seu Cabelo” e “Cravo e Canela” não são apenas músicas: são documentos eternos de uma geração que cantava como quem respirava — e amava como quem precisava salvar o mundo.

Essa homenagem a Lô Borges não foi apenas uma despedida. Foi grito, canto coletivo, reverência e um até já… porque artista que nem ele não morre. Fica ecoando — em disco, em esquina, e no coração de quem ouviu.

Conclusão

Gente, que noite! A despedida de Lô Borges em Santa Tereza foi um marco histórico — musical, emocional e coletivo. Com direito a fila de cantores, clássicos da MPB, lágrimas de irmãos e brilho nas janelas do coração mineiro. Lô sai de cena, mas o legado fica vivo, pulsante e eterno na memória da cultura mineira, da história do Clube da Esquina e da alma musical do Brasil.

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