Defesa da Rádio Eldorado: ouvintes protestam na Paulista

Defesa da Rádio Eldorado: ouvintes protestam na Paulista contra o fechamento, destacando memória cultural e liberdade de expressão.

Defesa da Rádio Eldorado move a cidade neste domingo: cerca de 400 pessoas se reuniram na Avenida Paulista para manifestar contra o fechamento previsto para 15 de maio. A emissora, em operação há quase 70 anos, carrega uma memória sonora que muitos chamam de patrimônio cultural. A mobilização ressalta a importância de rádios educativas e da liberdade de expressão, temas centrais para a audiência fiel.

No vão livre do Masp, cartazes e megafones dominaram a manhã, apesar da chuva fina, com o grupo defendendo que a frequência 107.3 FM permaneça sob gestão responsável e sem fins lucrativos. A Band deve assumir a frequência, o que já gerou demissões de cerca de 60 profissionais e acende o debate sobre conteúdo educativo e diversidade cultural. Mesmo diante da incerteza, ouvintes e apresentadores mantêm a pressão por soluções que protejam a identidade da Eldorado.

Nas redes, o abaixo-assinado online acumula milhares de manifestações, com quase 15 mil assinaturas até o momento. Organizadores lembram que a Eldorado formou ouvintes, ensinou música e literatura, e que o fechamento pode significar uma lacuna na cena cultural paulistana. O vereador Paulo Fiorilo (PT) compareceu ao ato, defendendo memória, qualidade musical e a possibilidade de um modelo de gestão comunitária sem fins lucrativos.

Entre os presentes, relatos de quem acompanhou a emissora ao longo de décadas ganham espaço: Eliana Mariani, de 59 anos, destacou o papel acolhedor da rádio durante o tratamento de saúde na pandemia e como o espaço virou ponto de encontro entre ouvintes. Vários voluntários ressaltaram que a Eldorado ofereceu espaço para projetos culturais, literatura e música diversa, fortalecendo uma comunidade que se reconhece pela programação.

O protesto acende o debate sobre caminhos possíveis: manter a emissora como veículo educativo, explorar modelo de gestão comunitária ou buscar parcerias público-culturais que assegurem a continuidade. A mobilização continua, visando não apenas a defesa da Eldorado, mas também o fortalecimento de uma radiodifusão que valoriza memória sonora, direitos culturais e participação cidadã na cidade.

Em resumo, o ato evidencia a defesa da rádio como patrimônio imaterial, celebra a liberdade de expressão e aponta a necessidade de soluções que protejam conteúdos pedagógicos e culturais. A esperança é que autoridades, artistas e a comunidade encontrem um caminho que mantenha a Eldorado viva na cena cultural de São Paulo.

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