Datação por radiocarbono em Font-de-Gaume: debate público

Datação por radiocarbono de pinturas rupestres em Font-de-Gaume reescreve a história: as obras têm entre 13 e 16 mil anos, segundo estudo recente.

Datação por radiocarbono de pinturas rupestres em Font-de-Gaume está mudando a cronologia das obras pré-históricas no sudoeste da França. O sítio, descoberto em 1901, abriga centenas de imagens de animais, mãos e formas geométricas gravadas em rocha. Pela primeira vez, vestígios de carvão nos pigmentos permitem aplicar a datação por radiocarbono com maior precisão, abrindo uma janela para entender quando essas obras foram criadas.

Os resultados, publicados na PNAS em 9 de março, indicam datas distintas para obras próximas na mesma caverna.

  • Desenho de cavalo: 13.162–13.461 anos
  • Máscara abstrata: 14.246–15.981 anos
  • Outra área da mesma figura: 8.590–8.993 anos

Essa variação temporal abriu debates sobre retocagem de obras, contaminação por carbono de fontes mais recentes e a ocupação da caverna ao longo de períodos diferentes.

A Font-de-Gaume é parte do vale do Vézère, reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Mundial desde 1979. Os resultados ampliam a compreensão da arte rupestre na região e poderão incentivar novas expedições e políticas públicas de proteção de sítios sensíveis.

Mesmo com o avanço, especialistas ressaltam que mais dados são necessários para consolidar as cronologias. A presença de carvão nos pigmentos permite novas abordagens, mas a possível contaminação por restos de carbono mais recente exige cautela e novas verificações.

Conclusão: os dados fortalecem a ideia de cronologias mais complexas, com produção ao longo de vários períodos do Paleolítico. A metodologia de datação por carbono abre caminho para entender melhor como as populações pré-históricas criaram essas obras e como a ocupação da região se estendeu ao longo do tempo.

Você sabia que compartilhar esse babado científico com as amigas pode deixar todo mundo tão por dentro quanto você? Então vai, não fica de fora! Manda esse texto para a galera e acione a curiosidade de todo o seu grupo: quanto mais pessoas conhecerem esse recorte da história, mais forte fica a conversa. Bora espalhar o drama da pré-história!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *