Casa modernista abandonada no Lago Sul projetada por Lelé preocupa moradores e representa descaso com patrimônio arquitetônico de Brasília.
Galeeera, vem que tem! Tá sentadx? Então oh, deixa eu te contar: uma casa modernista abandonada no Lago Sul tá desabando aos olhos de todos e ninguém faz nada! O babado envolve ninguém menos que o mestre da arquitetura modernista brasileira, João Filgueiras Lima, o aclamado Lelé. A obra-prima dele, conhecida como Residência César Prates, virou cenário de abandono, insegurança, dengue e muita treta diplomática com a Embaixada da África do Sul. E sim, fica num dos bairros mais valorizados de Brasília.
Construída em 1961, essa casa não é qualquer casinha de novela das 6 não, viu? É um marco das primeiras obras de Lelé em Brasília. O arquiteto, famoso por projetar os hospitais Sarah e por suas soluções sustentáveis muito antes do hype do verde, pensou em cada pedacinho do imóvel. Com design ousado, sheds que priorizam luz natural, materiais brutos lindíssimos como pedra e madeira, e até um sistema de umidificação por escorrimento de água pelas paredes — um luxo só em tempos de seca!
Mas sabe o que tem agora no lugar de todo esse glamour? Um matagal que parece cenário de filme de terror, piscina furada e cheia de dengue, telha prestes a voar nos ventos de setembro e… ratos, baratas e até gente invadindo! Segundo os moradores do Lago Sul, o imóvel virou esconderijo de moradores de rua e point de furto. A decadência dessa que já foi uma das casas emblemáticas do Lago Sul envergonha os fãs da estética modernista e os defensores do patrimônio arquitetônico de Brasília.
Andrea Pires, vizinha aflita, lamenta: “A gente denuncia, implora pra Embaixada da África do Sul tomar providência, mas ninguém aparece. Já virou questão de crise sanitária em bairro nobre!”. E não é exagero: ano passado, a família dela inteira pegou dengue. Chocadx?
E tem mais! A filha de Lelé, Adriana Filgueiras Lima, que também é arquiteta (sim, herança técnica e afetiva pesadíssima), quase chora de ver o que fizeram com a obra do pai. “Parece que querem demolir pra construir alguma coisa horrorosa no lugar. Aquela casa era linda! Eu adorava ir com meu pai lá”, disse.
Na moral, patrimônio sendo destruído desse jeito é um desrespeito total. O professor e urbanista Adalberto Vilela, que fez até dissertação sobre a casa, afirma que a arquitetura do imóvel é essencial pra contar a história inicial do Lelé. Escadaria flutuante, muxarabis lindos filtrando luz, clima interior controlado naturalmente… tudo indo por água abaixo. Literalmente.
Segundo relatos, a casa chegou a ser usada como depósito por terceiros misteriosos. Teve até caso de roubo direto da mobília original, e tô falando sério: caminhão na calada da noite levando luminárias icônicas e fiação do século XX. Tem até o escândalo do “buraco no portão” feito pra facilitar visita de invasor. Notícia de cinema noir, né?
E o que diz a Embaixada? Quase nada. Dizem que responderam ao Itamaraty, mas explicação concreta que é bom… nada. E pior: como o imóvel está sob jurisdição diplomática, nem a Secretaria de Saúde nem a Defesa Civil conseguem meter o bedelho lá dentro. É tipo um território estrangeiro no miolo do DF. CLIMÃO!
A médica Simone Corrêa, recém-chegada à vizinhança, já viu homem entrando e saindo da mansão deteriorada. Alô, cadê a segurança no Lago Sul, gente? A cerca caiu com as primeiras chuvas. Tá tudo escancarado. Só falta filmarem cena de novela ali dentro. E olha que nem precisa de cenário, tá prontinho!
Com a deterioração avançando, especialistas temem não só pela segurança dos moradores, mas também pela perda de um símbolo arquitetônico. É um dos poucos exemplares ainda existentes daquela geração que reinventou como morar no concreto pode ser leve e humanizado. Agora, vai tudo parar no lixo da história?
Em um país onde casas modernistas deterioradas no DF viram estatística, ver uma joia dessas sob o domínio de uma embaixada só piora a percepção de impunidade e descaso. Já passou da hora de mobilizar órgãos culturais, governo e quem mais for preciso pra salvar esse monumento que é de todos nós.
Além do prejuízo visual e arquitetônico, o impacto é direto na vida dos moradores. Há desvalorização de imóveis, risco à saúde pública e uma sensação permanente de abandono pelo poder público e pelas autoridades diplomáticas.
Com tantas iniciativas para preservação do patrimônio modernista, como é que uma obra dessas pode agonizar ao ponto do esquecimento? O caso da Residência César Prates escancara como até o que é tombado por valor histórico pode tombar por negligência pura e simples.
Conclusão
Do sonho modernista de Lelé à realidade nua e podre da casa esquecida no Lago Sul, a situação da Residência César Prates é um soco no estômago de quem ama Brasília e sua arquitetura. O abandono por parte da Embaixada da África do Sul não é apenas incômodo: é uma ferida aberta no patrimônio histórico da nossa capital. Se nada for feito, veremos mais uma preciosidade virar ruína, dengue e esquecimento.
Não vai nem partilhar? É sério? Olha, dizem que se tu guardar essa info só pra ti, 27 telhas de sheds cairão simultaneamente em Brasília causando pane estética. Então vai, compartilha esse mo babado com geral, salva a memória do Lelé e se consagra como guardião modernista da nação!
