Casa modernista de Lelé no Lago Sul sofre abandono e risco estrutural

Galeeeraaa, se segura na cadeira porque esse babado arquitetônico tá pesado! A icônica casa modernista de Lelé abandonada no Lago Sul tá virando cenário de filme de terror – e não é ficção não, viu? É pura realidade no coração da capital!

Paredes descascadas, pichações, matagal tomando conta do jardim, piscina furada e até telha quase despencando: esse é o triste retrato de uma das obras modernistas no Brasil, assinada por ninguém menos que João Filgueiras Lima, o Lelé. O imóvel, que pertence à Embaixada da África do Sul em Brasília, está aí largado há mais de dez anos e causando o maior climão entre os moradores da QL 8, no Lago Sul.

De símbolo arquitetônico à vergonha da vizinhança

Projetada em 1961, a Residência César Prates foi a primeira casa construída por Lelé em Brasília. A cada detalhe, uma verdadeira aula de arquitetura modernista brasileira: painéis treliçados de madeira, “sheds” para ventilação natural, escada flutuante e até um sistema de umidificação superavançado que faria qualquer arquiteto atual babar!

Mas hoje a história é outra. Quem passa em frente encontra um cenário de total degradação do patrimônio cultural. No lugar da beleza e inovação, o abandono avança matando aos poucos o que já foi uma joia da arquitetura de Lelé em Brasília.

Um risco à saúde e ao bolso

Não é só a estética que preocupa, não – o perigo é real. Moradores relatam casos de roubo, focos de dengue e uma segurança que virou piada. A residência histórica do Lago Sul virou depósito de rato, lar de mosquito e até refúgio ocasional de invasores.

“Meus netos e genros passaram mal com dengue no ano passado”, conta Ana Cristina, 67, moradora da quadra. Segundo ela, já jogaram cloro por cima do muro, furaram piscina, avisaram à embaixada… e nada aconteceu. “Isso desvaloriza todo mundo aqui. É simplesmente um caos”, desabafa.

Memória ameaçada: “Querem derrubar!”

Adriana Filgueiras Lima, filha do arquiteto Lelé, está inconformada com a situação e acredita que a embaixada esteja apenas esperando o tempo destruir tudo para justificar uma demolição. “Acredito que queiram acabar com a casa para construir outra coisa. Ela tem um valor tão grande! Eu gostaria que fosse restaurada com as características originais — e estou disposta a participar”, declarou.

A casa traz elementos únicos da arquitetura modernista brasileira, como a famosa parede umidificadora com sistema de gotejamento, que mostra a preocupação de Lelé com o conforto térmico do ambiente muito antes do termo “sustentabilidade” estar na moda.

O povo implora: ajuda aí, Estado!

O cenário é de revolta. A vizinhança clama por alguma ação do poder público. Mas sabe o que acontece? Nada. Isso porque a casa pertence a uma embaixada e, segundo a Secretaria de Saúde e a Defesa Civil, os órgãos não têm autorização para entrar sem permissão oficial.

E tem mais: segundo relatos, até móveis foram roubados por um caminhão que entrou na casa como se fosse depósito. Roubaram tudo, desde luminária até fiação!

O silêncio da Embaixada e o desprezo pelo patrimônio

Procurada para dar explicações, a Embaixada da África do Sul em Brasília disse que prestou os devidos esclarecimentos ao Itamaraty. Mas até agora, pro povo? Niente. Nenhuma resposta concreta foi dada aos moradores nem à imprensa. Pra variar, né?

Enquanto isso, o patrimônio arquitetônico de Brasília vai se apagando, como uma vela esquecida. Historiadores, arquitetos e cidadãos com um mínimo senso de urbanismo assistem a essa tragédia em câmera lenta. Um verdadeiro crime contra as casas modernistas em Brasília.

Preservar: uma urgência cultural e cidadã

Essa negligência vai além de uma simples casa abandonada. Estamos falando do abandono de patrimônio público e da memória de um dos maiores mestres da arquitetura modernista: Lelé, o visionário que sonhou Brasília com sombras frescas e concreto artístico.

A cidade que um dia foi pensada como utopia urbana hoje assiste à sua história sendo engolida pelo mato e pela ferrugem, graças à burocracia e ao descaso.

Não dá pra aceitar. Ou reformam, ou devolvem pro patrimônio público. Mas deixar assim? Aí já é demais até pros padrões de tragédias típicas de capitais abandonadas.

Conclusão

A casa modernista de Lelé abandonada no Lago Sul representa muito mais do que um imóvel deteriorado: é símbolo de como tratamos nossos tesouros culturais. A falta de ação torna-se ainda mais gritante diante da beleza e da importância histórica da obra.

Enquanto autoridades se omitem, moradores sofrem com insegurança, doenças e prejuízos financeiros. E o legado de um dos maiores nomes da arquitetura brasileira se apaga aos poucos, diante de todos nós.

Você que tá aí sentad@ se perguntando “será que eu devia compartilhar isso?”… SIM! Vai e partilha agora antes que essa obra-prima vire estacionamento ou condomínio de luxo com nome em inglês! Vai lá, faz esse favor pra arte, pra história e pra Brasília inteira, mermão!

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