Reginaldo Faria no cinema: aos 88, volta às telas com os filhos, fortalecendo a representatividade de artistas idosos no cinema brasileiro.
Quem disse que a idade apaga a chama criativa? Reginaldo Faria no cinema retorna aos sets com a energia de quem não para. Aos 88 anos, ele protagoniza um projeto da família que celebra o legado do cinema brasileiro, mantendo a produção artesanal e a vontade de seguir ativo no mandato de Glauber Rocha de liberdade criativa.
Em Perto do Sol é mais claro, o longa em preto e branco acompanha um engenheiro de 85 anos enfrentando o luto pela esposa enquanto busca escrever o seu primeiro livro. Reginaldo Faria no cinema encarna esse personagem com a vivência de décadas na tela e a trilha sonora assinada por ele mesmo, revelando uma atuação de quem carrega a história do cinema brasileiro no corpo.
A produção é uma verdadeira obra de família: Régis Faria dirigindo, roteirizando e assinando produção, ao lado do pai, e Marcelo e Carlos André compondo o elenco junto de alunos da Casa das Artes de Laranjeiras. As casas da família, preservadas como cenários, viram testemunhas da trajetória de Reginaldo, com objetos que contam a memória do artista na parede.
Entre as mais fortes discussões criativas, o time debate até que ponto a história é ficção e quanto dela é verdade de vida. Régis aponta que a obra combina elementos reais com ficção para ampliar a empatia do público, enquanto Reginaldo ressalta a importância de tocar temas sobre envelhecimento sem medo de ousar.
Paralelamente, Reginaldo Faria está em Velhos bandidos, a comédia de Cláudio Torres que traz a turma da geração dele lidando com o etarismo de forma cômica e afiada, ao lado de Fernanda Montenegro, Ary Fontoura, Tony Tornado e Nathália Timberg. A atuação dele nesse filme reforça a ideia de público diverso e comediante como instrumento de reflexão social.
No horizonte televisivo, ele está escalado para Por você, próxima novela das 19h da TV Globo, interpretando Manoel, amigo de Pérola, personagem de Renata Sorrah, mantendo o momento profissional intenso e multifacetado do veterano.
Da parte dos herdeiros, surge uma nova geração de Farias: Sofia (15), filha de Carlos André; Felipa (15), filha de Marcelo; Lorena (10) e Vicente (8), filhos de Régis. Todos participam do filme com entusiasmo, enquanto os pais incentivam uma trajetória que respeita a infância e abre espaço para que as crianças encontrem seus próprios caminhos no cinema.
Entre o orgulho e a honestidade, a família celebra cada participação dos netos, com Lorena já demonstrando interesse pela atuação, embora o pai prefira que tenha liberdade para brincar e escolher seu próprio destino artístico, sem pressões. Reginaldo continua firme: 89 anos em junho, pronto para seguir criando e atuando, sem aceitar invisibilidade ou regras que diminuam o brilho de quem já viveu tanto.
Conclusão: Reginaldo Faria no cinema representa uma virada importante na forma como o envelhecimento é retratado no cinema brasileiro, conectando legado, inovação e produção familiar. A parceria com Régis e a presença em Velhos bandidos elevam o debate sobre a diversidade etária na indústria, enquanto a nova geração dos Farias sinaliza continuidade e renovação do talento familiar.
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