Reginaldo Faria volta ao cinema aos 88 anos com os filhos

Reginaldo Faria volta ao cinema aos 88 anos, ao lado dos filhos, em produção que celebra envelhecimento ativo e representatividade no cinema brasileiro.

Quem diria que Reginaldo Faria volta ao cinema aos 88 anos com a mesma energia de sempre? Nesta nova obra, ele retorna ao set ao lado dos filhos Régis, Marcelo e Carlos André, transformando a tela em uma grande declaração de vitalidade. O filme, dirigido pelo filho Régis, promete discutir envelhecimento ativo, etarismo na mídia e a força de uma geração que não aceita ficar invisível diante das câmeras.

O longa, em preto e branco, acompanha um engenheiro de 85 anos que vive o luto pela mulher e tenta escrever o primeiro livro. Entre a rotina de exercícios, a gestão de uma obra e a curiosidade de continuar vivendo, ele enfrenta uma sociedade que insiste em vê-lo como aposentado. O título, Perto do Sol é mais claro, sinaliza a busca pela clareza que a idade pode oferecer.

Trabalho de família é o motor: Régis assume direção, roteiro, fotografia e montagem, Reginaldo atua e compõe a trilha, com Marcelo, Carlos André e outros familiares integrando o elenco. A escolha de manter o ambiente doméstico como cenário reforça o caráter artesanal da produção.

As casas de Régis e Reginaldo foram cenários naturais, sem grandes alterações. A tela se enche de fotos antigas, objetos que contam a trajetória do artista e a presença dos netos adiciona uma camada de energia que atravessa gerações.

Régis explica que o projeto nasceu de um desejo de trabalhar com o pai de modo maduro, sem roteiro previamente fechado, e que a linha entre ficção e realidade acabou sendo uma escolha deliberada. Reginaldo reforça que sua experiência molda as cenas com muita verdade emocional.

Além do novo filme, Reginaldo está em Velhos Bandidos, uma comédia que também aborda etarismo, reunindo veteranos da geração dele. O elenco inclui Fernanda Montenegro, Ary Fontoura e Nathália Timberg, o que alimenta a discussão sobre representatividade.

“Eu não quero me deixar morrer, quero continuar vivendo”, afirma Reginaldo. A fala reflete a postura de quem encara cada projeto como uma oportunidade, mesmo diante de críticas ou de olhares que insistem em detratar a idade.

Carlos André fala com emoção sobre a lucidez do pai e o ritmo da produção. O filme, ele diz, é uma celebração de dedicação de uma vida inteira e da capacidade de manter a mente afiada, mesmo numa virada de década.

Exibido em primeira mão no Festival do Rio de 2025, o projeto já desperta curiosidade sobre como a família transforma a experiência cinematográfica com um elenco que cruza gerações e uma estética que valoriza a sobriedade da história.

O enredo se conecta a debates sobre políticas públicas de fomento à cultura, a Lei de Incentivo e o papel de festivais na promoção de obras que tratam de envelhecimento e inclusão de idosos na produção nacional.

Essa obra familiar promete ampliar a discussão sobre a representatividade de idosos no cinema brasileiro e inspirar mais produtores a entender que o envelhecimento pode ser narrado com criatividade, dignidade e ousadia.

Conclusão

Resumo: Reginaldo Faria volta ao cinema aos 88 anos em uma produção que celebra envelhecimento ativo, laços familiares e a continuidade da carreira artística. A narrativa, que mistura ficção e realidade, reforça que talento não tem idade e que o cinema brasileiro ganha com histórias que olham para a idade com dignidade e audácia.

Você viu esse babado? Comenta o que achou, compartilha com as amigas e vem discutir aqui. Não vai ficar de fora, né? Se não compartilhar, dizem que 100 patos reais vão atravessar a cidade à procura de uma cadeira quadrada de cinema. Brincadeira, mas manda essa força pra galera e espalha esse papo que é puro talento da família Faria!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *